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sábado, 11 de dezembro de 2010

Carta das Juventudes do V Encontro Nacional de Juventude e Meio Ambiente

Rumo a Rio + 20

    Nós jovens, reunidos no V Encontro Nacional de Juventude e Meio Ambiente, participantes da oficina “Olhares das juventudes sobre a Rio + 20”, acreditamos que a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20) é um importante momento para  fortalecer as redes locais; sensibilizar a sociedade; contribuir para a construção de uma nova cultura política, que considere as atuais e futuras gerações, com base em propostas de outros modelos de sociedade sustentáveis, plurais, justas e solidárias e ainda para avaliar os avanços e retrocessos dos acordos da II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (ECO 92).
    Nos comprometemos em participar e acompanhar todo o processo na perspectiva de pressionar os governos e todos aqueles que possuem poder de decisão para que tomem medidas responsáveis e efetivas para o enfrentamento da grave crise ambiental planetária em todas as suas dimensões: social, cultural, econômica, ética e  política.  Reconhecendo que as responsabilidades são proporcionais ao conhecimento e poder dos diferentes atores envolvidos exigimos o  comprometimento para que esse processo não seja mais um evento sem efetivação das deliberações.
    Nos responsabilizamos também com o processo de  mobilização e articulação das juventudes antes e após a Rio + 20 para:
Fomentar a renovação de lideranças comprometidas com a causa ambiental;
Reivindicar a institucionalização da Política Nacional de Juventude e Meio Ambiente  incluindo a participação das juventudes no processo decisório;
Estimular e fortalecer a responsabilidade e o diálogo intergeracional;
Incidir na agenda global;
Promover e difundir o histórico da Eco-92;
Sensibilizar e estimular os movimentos de juventudes  para o processo da Rio +20;

Centrados na justiça e na inclusão, propomos uma renovação da democracia e novas formas de interação entre o local e o global para que os e as jovens, individual e coletivamente, não se sintam impotentes frente aos problemas socioambientais, para isso convidamos os movimentos de juventudes a enfrentar  conosco  os desafios deste processo da Rio +20 para que ele se torne uma grande virada na construção de sociedades sustentáveis.

 “ Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face a vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e alegre celebração da vida”.  (Carta da Terra)

Brazlândia, 11 de dezembro de 2010.

Carta de Sugestões: Grupo “Diálogos entre Coletivos Jovens de Meio Ambiente e Pessoas Jurídicas”

O Grupo de trabalho intitulado “Diálogos entre Coletivos Jovens de Meio Ambiente - CJs e Pessoas Jurídicas”, ocorrido nos dias 10 e 11 de dezembro no “V Encontro de Juventude e Meio Ambiente” contou com a participação de pessoas ligadas ao movimento de juventude e meio ambiente de todo o Brasil. Os diálogos e trocas de experiências proporcionaram uma ampliação da pauta inicial sobre institucionalizar ou não os movimentos de juventude, gerando a reflexão de como esses movimentos podem se fortalecer nas suas diferentes interfaces, demandas locais e captação de recursos. Sendo assim, por meio deste texto buscamos socializar as sugestões que surgiram, com o objetivo de colaborar para o fortalecimento destes movimentos. Seguem sugestões:

1) Criação de Organizações de Apoio ao Movimento de Juventude e Meio Ambiente
A partir das análises das dificuldades de alguns CJs, apresentou-se a experiência do CJ do Rio Grande do Sul com a criação de uma instituição de apoio ao movimento de juventude e meio ambiente como uma possível solução para os grupos que tenham essa demanda. Sendo um consenso entre o grupo, a principal percepção foi de que a criação de instituições de apoio ao movimento de juventude e meio ambiente é importante para a viabilização de programas, projetos e ações demonstrativas que contribuam para fortalecer a criação de políticas públicas nesta área. Desta forma, acredita-se que como vantagens o movimento terá mais acesso a recursos e espaços de construção de políticas públicas sem perder a característica de movimento.

2) Fórum Nacional de Suporte Técnico
Os movimentos presentes dialogaram sobre a dificuldade de se obter informações técnicas para o desenvolvimento de suas atividades. Em contrapartida, foram identificados jovens e colaboradores com formação técnica e ou experiência profissional nas mais diversas áreas de conhecimento. Neste sentido foi criado o Fórum Nacional de Suporte Técnico a Juventude e Meio Ambiente (lista de e-mails) para favorecer o acesso e a troca de informações. O endereço do grupo é forumstjma@googlegroups.com.

3) Institucionalização do Programa de Juventude e Meio Ambiente nos âmbitos federais, estaduais e municipais
Reiteramos a necessidade da criação do GT Interministerial para criar e encaminhar ao legislativo o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente. Este processo deve ocorrer com ampla participação dos movimentos de juventude. Sendo aprovado, o programa com recursos previstos no PPA o governo poderá dar subsídios para que as juventudes possam atuar de forma mais qualificada na área ambiental.

4) Princípios para estabelecer Parcerias com Organizações
Ao longo das discussões consideramos importante que os movimentos de juventude e meio ambiente observem os valores e práticas das organizações para que se estabeleçam parcerias. No caso dos CJs propomos que observem se as instituições em suas práticas comungam com nossos princípios, pois não seria coerente se tornar parceiros de grupos que desrespeitam os próprios jovens e o meio ambiente. Compreendemos que há uma pluralidade de movimentos de juventude e meio ambiente o que significa que podem ter diferentes critérios para estabelecer parcerias, mas reafirmamos a importância de que isso seja feito de maneira ética em relação aos princípios socioambientais.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Carta Proposta dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente para “Mais Educação” no Brasil

Nós, jovens integrantes dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente, reunidos no V Encontro Nacional de Juventude e Meio Ambiente, vimos por meio desta carta declarar nosso apoio ao Programa Mais Educação e apresentar algumas considerações e propostas para fortalecê-lo como política pública estruturante da implantação da educação integral no país.
Presenciamos e nos solidarizamos com as vítimas das catástrofes ambientais, conseqüências das mudanças climáticas e geradas pelo atual modelo de desenvolvimento insustentável da sociedade. É urgente a criação de uma geração capaz de reverter as práticas que nos levaram à crise ambiental global e consideramos este momento primordial para reforçar as políticas públicas de longo prazo que estruturem o sistema de educação para isso.
Historicamente, os Coletivos Jovens acompanham o processo de formação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas, as COM-VIDAS, que surgiram em 2003, como deliberação da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, expressa na Carta das Responsabilidades.
Estamos certos da importância das COM-VIDAs como uma possibilidade de trabalhar as temáticas do Programa Mais Educação que envolvam meio ambiente e a qualidade de vida, assumindo um papel de protagonismo social na comunidade escolar, irradiando práticas que envolvam áreas como saúde, economia, segurança, dentre outras.
Temos como compromisso pedagógico do movimento:
• Implementação das COMVIDAS, monitoramento e avaliação;
• A proposta que cerne os Coletivos, que é o protagonismo juvenil;
• princípios: “jovem educa jovem, jovem escolhe jovem e uma geração aprende com a outra”.
Nossa proposta para o programa é:
•  COMVIDA como espaço de integração das atividades de educação socioambiental na escola, devido à transversalidade de seus processos pedagógicos;
• valorização do trabalho de protagonismo juvenil com a priorização dos educadores dos Coletivos Jovens como monitores no macrocampo educação ambiental do Programa Mais Educação;
•  proporcionar mecanismos de fortalecimento dos movimentos de juventude e meio ambiente através da integração com a comunidade;
• Criar ferramentas de interlocução da estrutura do Programa Mais Educação em todas as instâncias com os Coletivos Jovens de Meio Ambiente, outros movimentos sociais de juventude e monitores locais, frisando a qualidade das atividades desenvolvidas;
• reforçar e acompanhar a efetividade dos espaços de gestão democrática do Programa.
Consideramos que essa aproximação proporcionará benefícios ao Programa Mais Educação e aos Coletivos de Meio Ambiente de todo o Brasil.  
Brazlândia, 10 de dezembro de 2010.

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